_ Nada nem ninguém, mestre?
_ Qualquer ora vem alguém... Na próxima despacho essa anca velha do porão.
A última tentativa de liquidar com o inestimado estorvo destilou a ganância de Teodoro. O comprador telefonara com acentuado sotaque, detalhou em minúcia cada parafuso da dita cuja, a madeira, a composição do chumbo, idade, quantidade, dimensão, tabuletas e, no dia fatídico não apareceu, ligou ou coisa que o valha. Apenas fardou a expectativa com os chifres colonialistas do estrangeiro. Passou mais de mês no vai e vem do Tabuão pro apaziguamento de Teodoro. A cada toque da campainha e do telefone, ele e a velha tipografia aposentada no asilo subterrâneo da gráfica, espasmavam a fagulha de um novo negócio da China.
Nenhum comentário:
Postar um comentário